Pela liberdade há muito eu luto,
mesmo com a morte sempre à espreita,
essa conselheira que eu nem sempre escuto.
Não consigo esperar pela colheita
daquilo que do meu trabalho é fruto.

Minhas asas já cortaram,
mas eu sou muito teimoso,
quero de gaiola em gaiola voar,
por isto estou muito nervoso,
pois tudo isto é capaz de me irritar.

Prometo não mais me intrometer
nos problemas que não são meus,
só peço para minhas asas devolver.
Você, que acha que se passa por deus,
poderá de todos continuar a se esconder.

O que eu colher da árvore da vida
não contarei a mais ninguém,
só quero minha asa perdida
para poder voar para muito além
de qualquer terra prometida.

Se tenho que arcar com a responsabilidade
por todas as ações que eu praticar,
não me deve ser imposta nenhuma penalidade
além dos tombos que eu mesmo levar
durante os voos em busca da minha liberdade.

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