As eleições municipais estão aí e os homens e mulheres que sonham com o poder já estão nas ruas pedindo votos e prometendo mundos e fundos. Muitos buscam a reeleição e outros tentam empurrar seus afilhados políticos para assumirem a cadeira, ou o trono, para que continuem mandando, mesmo que com nome de outros. No final das contas, pode até ser que mudem as moscas, mas a merda será sempre a mesma.

Nesta época, os candidatos lembram de lugares em que nunca estiveram, nem mesmo nos últimos quatro anos, como é o caso daqueles que tentam a reeleição. São de uma hipocrisia sem pudor. Basta ver, para provar isto, o estado das estradas rurais, aquelas estradas utilizadas para o escoamento da produção de alimentos, aquilo que todo mundo precisa ter na mesa, ou seja, item de primeiríssima necessidade. O mais estranho é que entra governo, sai governo, esses candidatos a bezerros para mamarem nas tetas do povo prometem arrumar as estradas das roças, pois o homem do campo é importante para a cidade. O pior disto tudo, é que este discurso não tem sido feito com muita frequência mais, pois as roças estão ficando vazias, pois as crianças precisam estudar e as vans municipais, que tem obrigação de buscar estas crianças, não conseguem nem chegar. Se a roça está vazia, não tem voto, se não tem voto, político hipócrita não está nem aí. Mas vai subir no palanque, da cidade, e falar que vai dar apoio ao produtor rural. Na verdade ele está falando daquele produtor rural grande, rico, que mora na cidade e exerce tremenda influência, ou seja, o político está bajulando.

Este é o caso de Conceição do Rio Verde, simpática cidade do sul mineiro, que tem estradas em condições de impor respeito aos jipeiros mais experientes, mas com um detalhe, não são pistas de off-road, são estradas de acesso para as casas do homem do campo, para as áreas de produção de alimentos, para o escoamento desta produção, enfim, acessos que deveriam ser garantidos pelo governo, pois é constitucional o direito de ir e vir. Bom, desde que se tenha um bom jipe e um bom braço, é possível sair de casa. Assim, o produtor, aquele sujeito que tem seus produtos com preços ditados por um mercado invisível e que está quase sempre na pindaíba, não pode ter um veículo popular, simples e com baixo consumo, tem que ter um 4×4 beberrão para compensar a falta de administração e vontade política. Na prática, o produtor mora numa cidade sem prefeito. Basta ver as fotos, que foram tiradas em época de poucas chuvas. Quando chove, a situação é crítica, e não é raro encontrar veículos atolados, principalmente as vans que levam as compras de mercado. Tem estrada em Conceição do Rio Verde que é tão ruim, em péssimo estado, que teve vezes que para sair da zona rural era necessário utilizar outra estrada, mais longa, de outro município, Soledade de Minas, cuja prefeitura tinha um pouco mais de consideração, mas por conta de uma área com mais eleitores.

O que será que vai acontecer nestas eleições agora? Eu queria ver candidatos aparecerem nestas zonas, as rurais, e não aquelas com luzes vermelhas, com seus próprios carros. Será que terão coragem ou pedirão os jipes emprestados? Nada disto, a quantidade de votos nas roças é muito pequena, não vai compensar o nobre candidato ao trono municipal gastar tempo e dinheiro. Como diria nosso ex-presidente, tamufu!

Clique nas fotos para ampliar.

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