Quando eu era menino, e isso faz muito tempo, meu avô me contava estórias de sua época de radioamador, desde quando ouvia conversas do outro lado do mundo, inclusive uma que se deu em dezembro de 1944 ou janeiro de 1945, ele não lembrava, mas falou que minha mãe era ainda um bebê. Sempre curti estórias. Nessa, de 1944/45, ele disse que era uma coisa tão absurda que ele nunca esqueceu, até porque não foi apenas uma vez que ouviu, que muitos radioamadores espalhavam essa notícia. Era mais ou menos o seguinte.

“Os americanos juntaram vários cientistas, principalmente físicos famosos que fugiram de Hitler na Alemanha, para desenvolverem uma tremenda bomba que seria capaz de destruir uma cidade inteira e matar mais de cem mil pessoas de uma só vez, veja que absurdo isso, meu neto. Diziam que era num laboratório lá do outro lado dos Estados Unidos que tinha cerca de cem mil pessoas trabalhando nisso, que usava princípios novos da física que Einstein desenvolveu e poderia deixar milhares de pessoas gravemente doentes. Veja como isso é um absurdo, se fosse verdade, os funcionários desse projeto falariam o que estava acontecendo e os jornais e rádios falariam para nós, nos manteriam informados disso, ninguém seria capaz de fazer algo do tipo, não é mesmo? Seria muita crueldade, coisa de gente muito perversa.”

Tive que concordar com meu avô, é muita perversidade para um ser humano fazer com outro, ainda por cima sem que nenhuma mídia importante e isenta falasse algo. Isso não passa daquelas teorias da conspiração que quem não tem o que fazer fica inventando. Absurdo. Veja só, cientistas desenvolvendo armas, temos que acreditar na ciência e nos cientistas.

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