A Caminho da Roça – O Livro

 

O livro impresso é resultado da parceira entre o autor e a PrintLeaks Microtiragens Artesanais (publicarlit@hotmail.com). É um produto comercializado sob demanda após a primeira e esgotada tiragem. Para adquirir seu exemplar ao custo de R$ 29,00 (incluídas as despesas de envio), clique no ícone do PagSeguro abaixo ou faça depósito na conta abaixo, e mande um e-mail para publicarlit@hotmail.com com o endereço de entrega.

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 Veja algumas fotos publicadas no livro.

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Assista a entrevista de Alexandre, autor do livro, no programa Bem da Terra com Renata Maron, no canal Terra Viva. Entrevista realizada dia 11 de abril de 2016. Mais sobre o livro, clique aqui.


Leia alguns trechos do livro.

MOTIVAÇÕES

Escrever este pequeno relato de uma trajetória não-convencional é motivado por uma série de aspectos.

Organização das ideias
Escrever sempre me ajudou a organizar as ideias, especialmente quando a complexidade é relativamente alta. Assim, escrever sobre todos os aspectos desta trajetória, os prazeres, as dificuldades, as soluções e os aprendizados, pode me ajudar a encontrar novos caminhos nesta eterna busca pelo entendimento, encontrar as falhas de caminho e possíveis soluções.”

……….

“Ou seja, uma vida simples não é, necessariamente, uma vida fútil, como a que acabamos por ter numa sociedade como a atual, onde nos cabe a função repetitiva e exaustiva de trabalhar em atividades sem sentido, utilizar veículos superlotados de transporte público sendo obrigado a todos os tipos de torturas (desde ouvir músicas horrorosas, pregações medievais, mulheres sendo alvo de psicopatas e as conversas esdrúxulas ao telefone), voltar pra nossas casas para assistir televisão, um telejornal estúpido, ficar pendurado numa rede social alimentando egos virtuais, juntar algum dinheiro para podermos nos divertir no final de semana, coisa que só nos é permitida porque de outra forma não daríamos tanto lucro para nossos senhores de escravos. Acabamos por ter uma vida atribulada, cheia de afazeres, sem tempo para nós e os nossos, mas que não achamos a resposta quando nos questionamos qual a utilidade de tudo que fazemos. Chegamos ao final do dia fingindo que fizemos algo útil e produtivo, mas sabemos que não passa de uma ilusão para que possamos dormir e esquecer tudo, recomeçando no dia seguinte.”

……….

“Na sequência dos prazeres simples que raramente são desfrutados em cidades maiores ou, até mesmo, impossíveis, temos:
• Ouvir a cantoria dos pássaros que durante alguns períodos do dia simplesmente ficam malucos de tanto conversarem entre si, de várias espécies;
• Curtir um arco-íris duplo após uma chuva que deixa aquele cheiro de terra molhada;
• Sentar do lado de fora durante noites de lua nova para assistir o espetáculo de um céu absurdamente estrelado, com direito a estrelas cadentes e luzes sem explicações;
• Jogar um ovo para que seu vizinho lagarto corra para pegar enquanto o assistimos se deliciando;
• Ouvir o lobo-guará à noite e saber que pela manhã o encontraremos quando ele retorna para seu cantinho. Conviver com este animal, ainda que de forma desconfiada, é muito bom;
• Curtir a visita quase que diária das vizinhas seriemas;
• Admirar árvores que resistiram bravamente ao desmatamento ou o florescimento de ipês;
• Antes do almoço, em dias quentes e após trabalho mais exaustivo, poder entrar num lago de água fria e sentir a mão da natureza nos massageando e acariciando;
• Caminhar à toa pelo sítio e perceber novas flores;
• Até mesmo acampar para curtir uma noite fria com amanhecer com neblina;
• Sentar no jardim e presenciar o entardecer, negligenciando pensamentos nocivos, e apreciando o voo de gaviões solitários.”

……….

“AGROECOLOGIA
Agroecologia é uma ciência multidisciplinar, um campo de estudos que promove o manejo ecológico dos recursos naturais com a finalidade de integrar a produção e o consumo num sistema sustentável para reequilibrar os aspectos sociais e ambientais que se encontram completamente distorcidos por conta do uso absurdo de capital e recursos naturais não-renováveis.
A produção agropecuária atual é similar em todos os aspectos à produção industrial, especialmente nas questões social e ambiental, com a exclusão do operário e o uso in consequente dos recursos do planeta. Portanto, é urgente a mudança de paradigma de produção de alimentos que permita uma melhor distribuição de renda, eliminação da insegurança alimentar inclusive no campo e a conservação e restauração do meio ambiente. Mas a Agroecologia não promove apenas mudanças na produção, uma mudança profunda nas relações de consumo já começa a aparecer, privilegiando relações locais e diretas entre consumidor e produtor, com formação de redes colaborativas de produção e consumo responsáveis, eliminando atravessadores, valorizando o homem do campo e garantindo produtos de qualidade. Esta é uma mudança de base, dela podem decorrer outras mudanças nas estruturas de produção e relações de consumo nos outros segmentos da sociedade.”

Comentários de amigos que leram a versão preliminar, e que me estimularam a continuar, não desanimar com o livro:
Luiz Cravo Barbosa: 15 de março
“Um texto impecável, de alta qualidade, seja do ponto de vista técnico ou informativo, uma lição de vida e de coragem, um caráter e uma conduta admiráveis, livre das amarras que nos prendem a esta sociedade, que se não mudar de comportamento nos levará ao fim. Um texto coeso de enorme valor , sem titubear, sempre com foco naquilo que acredita, enfim, se tenho uma palavra pra definir seu livro: PERFEITO. Penso também que apesar de não ter sua coragem e determinação, um dia vamos produzir e beber juntos o vinho que você falou. Um abraço e continue sendo sempre você, para o seu próprio bem e da colmeia. Muito interessante e poética essa analogia.

Se um de seus objetivos for encorajar outros loucos a missão foi cumprida, ao terminar a leitura a ideia que se tem é fazer o mesmo que você, apesar de seus alertas de que é uma missão nada fácil, muito pelo contrário. Desde já me proponho a ajudar a divulgar e vender quando estiver pronto. A Cecília já terminou de Ler? “

Cecília Maria Ferreira Pimental: 16 de março
“Oi Fiiii! Os dias aqui estavam bem cheios, por isso peguei seu livro só ontem e nem consegui parar de ler, até terminar. A leitura foi muito agradável, teve momentos que ri, outros me inquietaram. Fiquei triste, fiquei alegre, orgulhosa, puta da vida com vcs, invejosa de tanta coragem, indignada e aprendi muito com tantas coisas que vc ensinou. Acho que tá na hora de dividi lo com mais gente. Acho que vc vai encontrar muitas pessoas que fizeram o mesmo que vcs e muitos mais que gostariam de largar a selva de pedras mas falta coragem. Qual o próximo passo? Vá em frente! Tô te esperando!”

Rosana Batista: 2 de abril
“Oi Farnetão,
Nossa, li seu livro em uma sentada.
Muito interessante. Gostei da sua forma de escrever.
Achei que seria mais irônico e debochado, e, me surpreendi positivamente com o tom sensato, crítico e calmo. Os paralelos que você traça com a física também são super interessantes. Adorei a parte da dissertação sobre o tempo. Achei muito parecido com o que sinto aqui no Canada, no que diz respeito a ter as quatro estações do ano bem definidas, dando mais ritmo a vida e me ajudando com a  disciplina (paciência acho que já tinha mais cultivada) – foi uma adaptação.”

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 Posted by at 9:49 pm